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Eleições na OAB-SP – Quem vence? (com vídeo)


* Paulo Sérgio Leite Fernandes
Eleições na OAB-SP – Quem vence?


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Hoje, 18 de novembro de 2009, às 12:35 horas, os jornais comentam as eleições à renovação da diretoria da Secção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil. Embora se afirme que a vitória coube a Luiz Flávio Borges D’urso, seu opositor Fragoso acentua o contrário. É um bom momento, portanto, para que este antigo criminalista, com 50 anos de especialidade, diga porque ainda votou em Luiz Flávio. Nossas opções têm sempre fundamentos na razão e na emoção. Quanto à primeira, não sai da memória do cronista gravíssimo incidente acontecido em Osasco, 7 anos atrás, descrito no jornal eletrônico como “uma quase tragédia”. Um advogado, ainda becado, foi preso e algemado por um promotor público durante a sessão do Júri em que ambos disputavam. Duzentos ou trezentos colegas, justamente irados, se dirigiram ao fórum em passeata, cantando o hino nacional e empunhando as bandeiras do Brasil e da OAB. Este cronista recebeu um telefonema. Pediam-lhe socorro. Telefonou às muitas lideranças existentes na capital. Foi ouvido por Luiz Flávio Borges D’urso e Ademar Gomes. Outros muitos não atenderam ao apelo. Em Osasco, precisamos vencer um contingente de policiais militares que pretendiam impedir diálogo com o juiz diretor, cujo nome não interessa. Houve momentos muito difíceis. Naquele incidente D’urso e Ademar Gomes agiram com muita estabilidade mas igual determinação. Solucionou-se a questão a duras penas. A lembrança daquele acidente de percurso ficou na memória do cronista, realçando-se hoje porque é da minha convicção pessoal que o respeito à classe dos advogados só se maioriza a poder de comportamento coletivo mais agressivo. Não há, a menos que me engane e muito, possibilidade análoga de negociação.

Vale, a título de encerramento, comentário mais suave: a refrega em Osasco foi sedimentada em dezenas de assinaturas postas naquela bandeira que os manifestantes levavam à frente, junto ao pendão nacional. D’urso a carregou consigo. Ela foi posta, desde aquela época, ao lado da mesa da presidência. As raríssimas vezes em que vou à OAB, na solução de compromissos não políticos, revejo aquele pano. É, com certeza, motivo bem relevante para que eu ainda tenha votado no moço D’urso. O tempo dos outros vai chegar, com certeza. Um dos candidatos está começando a participar, agora, dos conflitos eleitorais. Há, certamente, a hora da semeadura e o momento da colheita. Ainda não sei se o momento é hoje mas, se não o for, a bandeira fica lá, perto da presidência, aguardando quem possa empunhá-la com a mesma dignidade.
* Advogado criminalista em São Paulo há cinqüenta anos.

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