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Essas mulheres maravilhosas

* Paulo Sérgio Leite Fernandes
Essas mulheres maravilhosas

_________________________________________________________________________________________Alberto 

               Alberto Rollo, Conselheiro  Estadual da OAB-SP  e membro, no Conselho Federal, da Comissão de Direito Eleitoral, protocolou há muito tempo, na Secção de São Paulo, requerimento buscando modificação do Regimento Interno, garantindo-se às mulheres proporção de no   mínimo trinta por cento na constituição das chapas para renovação do Conselho.

               O requerimento ficou perdido por lá. Não há  interesse maior na discussão do assunto. Entretanto, a questão é extremamente delicada, merecendo muita atenção. Recente amostragem demonstrou que as mulheres, nas carreiras jurídicas em geral, têm conseguido os melhores índices de aprovação. Pontificam na Magistratura e no  Ministério Público. Constituem, na Ordem dos Advogados, quarenta por cento dos inscritos. Têm presença atuante nas diretorias das Subsecções. É mulher a prefeita de uma das três maiores cidades do mundo. Governam municípios e Estados da Federação. Ocupam cargos importantes no Governo Federal. Chegaram ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justiça e aos Tribunais Federais Regionais. Até no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o mais conservador do país, começam a marcar presença, tímida ainda, mas fatal. Unem-se cada vez mais. Se resolverem eleger um presidente da Ordem, basta–lhes a arregimentação  inteligente.

               Alberto Rollo viu isso. Adiantou-se.  Em  certo sentido, estimulou-as a pressionar. Nossas companheiras, agora, hão de acampar às portas da Corporação, buscando equilíbrio entre os sexos. Existe, evidentemente, raciocínio a lhes desnaturar a pretensão. Argumenta-se no sentido de inexistir, entre os advogados, distinção de raça, sexo ou cor. Cada qual deve lutar para a obtenção de seus propósitos. Assim, quando a mulher chega a um posto de liderança, ocupa-o porque se diferenciou. Se assim for, mais importante se torna, ainda, a união de todas. Se não têm maior presença, é por não terem ideal suficientemente  forte. Devem tê-lo, sim. Há, entre elas, advogadas extremamente preparadas para a liderança. Não lhes direi o que devem fazer. Elas sabem. Quanto a  este velho cavaleiro andante, sempre quis acompanhar rainhas e princesas. Um “Lancelot do Lago”, ou romântico menestrel, ostentando no braço, durante os torneios, as cores da escolhida. Quem se habilita?

* Advogado criminalista em São Paulo há quarenta e dois anos. Esta crônica é personalíssima. Retiro meus títulos.

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