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Ministro da Educação anuncia corte de cinquenta mil vagas em escolas superiores. E daí?

Paulo Sérgio Leite Fernandes

Noticiário posto vespertinamente por jornais eletrônicos (portais de notícias) divulgam determinação, advinda de Fernando Haddad, de suprimir cerca de cinquenta mil vagas em cursos superiores com insuficiência docente demonstrada. O enunciado de tais instituições segue abaixo. Conferi todas elas. São seiscentas e oitenta, mas localizei apenas oito instituições de ensino jurídico, ressalvadas aquelas que, hipoteticamente, levem outros nomes e, portanto, não são isoláveis no conjunto. Se a intenção de Fernando Haddad é demonstrar cuidado com o sistema educacional brasileiro, isso não me convence minimamente. Quero saber, e todos advogados o querem, porque autorizou no mínimo outras duzentas e quarenta e três faculdades enquanto ministro, como se formou o processo de autorização, onde se encontram tais instituições, quantas vagas exibem, qual o corpo docente, qual a densidade demográfica das regiões e porque foram desprezadas todas as advertências feitas há anos quanto ao apodrecimento do estudo e do ensino do Direito no Brasil. O Ministro precisa responder a tais indagações, fazendo-o com a necessária presteza e com a imprescindível lealdade. É formado em Direito. Consta ter cursado a Universidade de São Paulo, ocupando cargo importante no Centro Acadêmico. Se assim é, envergonhe-se do que fez ou preste contas daquilo que fez. Não o fazendo, há de ser permanentemente beliscado por este advogado que, de qualificação, tem apenas cinquenta e dois anos de advocacia criminal exclusiva no país. O Ministro é jovem. Este advogado tem idade para ser avô dele, mas não sai de perto até que ele se explique.

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