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Placa em Yale celebra a prisão de jornalista?

Mulata brasileira com olhos verdes

Além de protestos pintalgando aqui e ali um ou outro noticiário jornalístico, articulista de “O Estado de São Paulo” tece hoje, 03 de outubro de 2013, algumas considerações concernentes à prisão da jornalista Claudia Trevisan na Faculdade de Direito de Yale. Amanhã, 04 de outubro, a moça precisará apresentar-se a um Juiz das cercanias, a saber se vai ou não ser processada criminalmente pela invasão do prédio daquele tradicional instituto de ensinança jurídica. Afirma-se que os representantes de “Yale” não levarão o caso adiante, numa demonstração de benevolência em relação à perigosíssima invasão, pela jornalista feita, dos reposteiros sagrados da tricentenária instituição.

Este “site” não costuma referir escritos vindos de outros órgãos de imprensa, mas artigo assinado por Eugênio Bucci, do jornal “O Estado de São Paulo”, constitui, de certa forma, um desagravo, espelhando entretanto preocupação maior quanto ao que vem acontecendo na América do Norte.

Há, tocante a qualquer manifestação física sobre a terra, muitas alternativas dialéticas, significando dizer que a medalha sempre tem duas faces. Por exemplo: Acentua-se de vez em quando que o brasileiro é um integrante de raça calma e adaptada às querenças de um país tropical o que, independentemente de consulta a etnólogos, vem de Jorge Ben (hoje Benjor, depois de consultas a babalaôs variados). Não, o brasileiro não é tão bom assim em matéria de tratamento a seus semelhantes. Basta lembrar a guerra Brasil-Paraguai, da qual, resultou, entre outras coisas, o fato de a nação irmã precisar manter entreposto no porto de Santos, pois não lhe sobrou caminho para mar. O que morreu de paraguaio naquele tempo foi o suficiente para limitar, no futuro, a demografia daquela nação. Relembre-se, apenas para dar tom um pouco mais sóbrio ao escrito, que o brasileiro puro é o índio, que já estava aqui quando Cabral chegou, desculpando-se, em relação a eles, o canibalismo praticado contra o corpo do Bispo “Sardinha”. O cronista não é entusiasta da história em geral e da nacional em particular, mas consta que aquele padre, acusado de corrupção aqui, quis exercer o privilégio de ser processado e julgado em Portugal. A caravela naufragou e os silvícolas degustaram o sacerdote, com todas as qualidades e defeitos, sendo preciso realçar que antigamente os padres eram gordos. Ainda hoje são longevos, porque em maior compasso com Deus. Já se vê que fugir para o exterior nem sempre é bom, valendo dizer o mesmo quanto ao chamado foro privilegiado. A Suprema Corte prepara a prataria, mais porcelana inglesa que ainda lá existe, e põe os gajos a cozinhar. O primeiro a empunhar garfo e faca é o presidente Barbosa, cuja gula na restrição às liberdades faz parte dos manuais postos nas livrarias por Alex Atala e outros. Haja apetite! Encerre-se com os americanos do norte: defendem rusticamente a possibilidade de todo o cidadão portar e usar arma de fogo, se necessário. É o máximo do respeito aos princípios democráticos da cidadania. No meio tempo, matam um monte de crianças em escolas (Columbine), praticam tiro ao alvo em transeuntes descuidados, invadem edifícios oficiais e trucidam funcionários, mantêm durante anos o sequestro de mulheres e perturbam, sem qualquer desculpa, a privacidade de milhões e milhões de pessoas, não se falando em Guantanamo. Mataram Lincoln com um tiro na nuca durante uma peça teatral, assassinaram outros presidentes, calaram a boca de Martin Luther King no meio de uma prédica e deixaram por aí um rastro bem razoável de sangue. Enfim, o brasileiro, que ainda não é uma raça, tem mistura de indígenas (várias etnias), português e negra, francês e mulata, senhor de engenho e mucama das filhas, uma pitada qualquer de holandês, uma outra mistura fogosa vinda de DNA espanhol e, para não se dizer que houve esquecimento, o resultado de transa descuidada de um alemão perdido por aqui. Não se diga, insiste-se, que o brasileiro é bonzinho. Basta pensar na mistura, até saudável em termos, geratriz dos mestiços do norte, aqueles que o cronista chama de perna de cipó trançado, mestres da capoeira e terríveis, lá atrás, com a navalha na mão direita e o tamanco na esquerda, uma para lancetar o inimigo, o tamanco para se proteger da navalhada do outro. No fim de tudo, resta a mulata. Fernando Henrique Cardoso, I e Único, rei do Brasil, afirmou certa vez que tinha um pé na cozinha. Quem não o tem?

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