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Resenha de “Fabulações de um velho criminalista”

Aldo Rodrigues de Souza
Resenha de “Fabulações de um velho criminalista”

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Estive na noite de autógrafos para o lançamento de “Fabulações de um criminalista” de autoria do advogado, ex-Conselheiro Federal da OAB, xilogravurista, escultor, músico, Paulo Sérgio Leite Fernandes.

O lançamento ocorreu em luxuosa livraria na Capital Bandeirante, onde tudo é descomunal.  A edição das Fabulações, igualmente luxuosa e primorosa, em excelente papel couché, apresenta gravuras do próprio autor no início de cada capítulo, em número de 36, insinuando o que vem a seguir, no texto.

Depois de iniciada a leitura das Fabulações não parei até o último capítulo, a não ser para as essencialidades.

Todo muito bem escrito, bem “fabulado”; realidade e ficção convivem e se misturam na pena do autor; mais das vezes, porque o autor assim o quer; não se diferencia uma da outra…

O texto, como a cidade de São Paulo, é misterioso e instigante; o leitor, a cada capítulo, vai querer descobrir quem é a “Mulher Gigante” que permeia as paginas do livro.  Na contracapa há uma tentativa do editor em responder a questão: “Quem sabe, num aspecto psicanalítico, a colossal criatura seja sinônimo da morte.”

Quem sabe, uma vez que como dizia Klee: “a arte não reproduz o invisível, mas torna-o visível”, a colossal criatura, a “Mulher Gigante”, seja a dama a quem sempre buscou desvelar o autor, ou seja, a sua razão mesma de viver…

Espero que o leitor resolva a aporia. Vale a pena a tentativa.

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